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segunda-feira, 25 de abril de 2011

E o louco sou eu

Wilson Horvath

Nós vivemos em mundo sombrio,
que beira o caos,
e com data marcada para destruição.

Pessoas jogadas nas sarjetas,
famintas, drogadas, sem banho.
Outras caídas nos apartamentos,
fedendo a perfume francês,
com a cabeça cheia de alucinógenos.

Crianças aos milhares passando fome,
outras morrendo de obesidade.
E os adultos... nas esteireiras das academias,
correndo feito ratinhos de laboratório,
sem nada na cabeça.

Nos sites de relacionamentos,
nos isolamos dos demais,
inventamos perfis,
fingimos fazer sexo,
que cada vez mais se torna uma raridade.

As consequências do aquecimento global,
destrói de maneira assustadora o planeta,
matam famílias inteiras.

Tudo para garantir os dividendos da elite.
Os bancos se divertem com a destruição,
enquanto o planeta é destruído,
seus lucros, todos os anos, aumentam.

E nós não fazemos nada!
pois, temos a ilusão que,
um dia seremos como eles.

Pra que mudar?
Se eu posso comprar um carrinho,
pago em várias prestações,
e que contribui para poluir o planeta.

E os intelectuais...?
Imóveis nas academias,
provando que seu referencial é melhor que o dos demais.

Discute-se sobre o nada.
O nada agora é o tudo,
desde é claro,
que possa ser provado,
por outra citação,
que reflete sobre o nada.

Mas não vamo-nos apavorar, pois
nós, em breve,
morreremos de fome ou de sede.
Mas o príncipe vai casar...

Imagina que chique!
O casamento real,
do irmão daquele que usou o símbolo nazista,
do país que explorou o nosso, por séculos.

Será que nós brasileiros,
vassalos e cheira botas,
não poderíamos presentear a maldita alteza,
com um novo tratado econômico,
tipo a abertura dos portos às nações amigas?

Vai para o inferno!
Tudo!
Em especial, o reality show!
E os programas de Domingo!

Hi-hi-hi!
Eu estou brincando,
está tudo certo,
e o louco sou eu!