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terça-feira, 26 de abril de 2011

O Filósofo e a Beleza

Wilson Horvath
O filósofo passa a vida em busca do Belo,
riqueza, fama e gloria não lhes são importantes,
ao contrário, são tão supérfluas que ele as despreza,
sua única preocupação é encontrar a Beleza.

Ele não sabe onde Ela está
nem o que Ela é,
mas sente por Ela tracionado .

Toda a sua reflexão visa atingi-La.
O que é a Filosofia Política?
Uma tentativa de construir uma sociedade mais bela.

A Metafísica? Encontrar a beleza do Ser.
A Teoria do Conhecimento? A beleza do ensino.
A Ética? A beleza nas ações humanas.

O filósofo se desespera por não conhecê-La,
mas, no fundo de sua alma,
ele sabe que um dia a encontrará.

Mesmo que seja em outra existência,
no Hiperurânio,
conforme dissera seu mestre Platão.

Tudo está certo,
ele procura, procura
e um dia... se deparará com a Beleza.
Então, ele será extremamente feliz,
pois poderá contemplá-La infinitamente.

O grande problema
é quando a Beleza se desprende do Mundo das Ideias
e encarna nessa existência.

A Beleza está na sua frente,
irradiando o Bem,
o Bom, a Virtude.

Só que a Beleza não é mais uma Ideia,
Ela é de carne
e na matéria está a imperfeição,
o que a torna muito caprichosa.

Pobre filósofo!
Ele não sabe lidar com a matéria,
seus conhecimentos são sobre ideias.

Ele não pode abandonar a Beleza,
o que o tornaria o mais ignorante dos homens,
mas também, ele não pode dominá-La,
pois só um deus poderia tal façanha.

O filósofo é egoísta,
e quer a Beleza só para si, e
em um movimento antropofágico,
deseja participar de sua divindade.

Ele se torna um buxo,
arquiteta vários planos,
busca todos os recursos
a fim de possui-La.

Pensando bem,
nada mudou,
sua vida continua a ser:
a busca pela Beleza.

Suas elucubrações continuarão
a ser em virtude Dela,
só que agora sabe-se onde Ela está
e quem Ela é.