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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tributo a Bin Laden: Desabafo de um professor

Wilson Horvath

Mais um ser humano está morto,
assassinado de forma brutal
e sem compaixão.

Sua cabeça será um troféu,
exibido por aquele presidente,
que faria a mudança,
e, agora, se compara ao "Rei Leão".

Osama errou, mas
seus algozes erram o tanto quanto.
Ele matou, mas
os, que o executaram, mataram mais criancinhas.

Qual a diferença entre o terrorismo de Osama e
o praticado, com o apoio da OTAN, por Obama?
Se ambos chacinaram por dinheiro e petróleo?
Esses sim! deverão ser eliminados.

Que forças terei para trabalhar com meus alunos?
De que adianta sonhar com uma nova sociedade?
Amor? Perdão? Respeito?

Como propor a analise, a reflexão e a crítica
do ocorrido na escola de Realengo e
de tantos casos parecidos,
se a mídia está em festa,
diante da morte de um ser humano?

Uma vida é mais importante que a outra?
Por que uma deve ser poupada e a outra não?
Por que alguns ainda devem ser os bodes expiatórios,
onde descarregamos nossas barbáries interiores?

Cada ser humano carrega em si
a totalidade da humanidade.
A violência contra um de seus representantes
é, portanto, uma violência contra toda a humanidade.

“A criação geme de dores do parto”,
a dor e o sofrimento,
espalham por todos os cantos do planeta.

As válvulas de escape estão saturadas,
álcool, drogas, calmantes
e o maldito crack.

Para continuar a existir,
a humanidade precisa mudar,
modificar o pensamento e as atitudes.
Iniciemos a reflexão com um tributo
a Osama Bin Laden (1957 – 2011).

Não ao que ele representou ou de errado fez,
isso, nós repudiamos,
como desprezamos qualquer tipo de violência,
seja ela cometida por indivíduos ou pelo Estado.

Tributemos a um ser humano,
que é igual a você e eu,
e que se o seu assassinato for justificável,
também o será qualquer tipo de violência.