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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Será!?

Wilson Horvath


A esperança de transformação,
o sonho por um mundo melhor
foram congelados nas águas frias
do cálculo capitalista?

A dignidade humana,
a honra, a bondade, a ética
foram sufocados
pelo egoísmo e pela barbárie?

A amizade, o companheirismo
se medem pelos benefícios
que podem trazer?

O amor,
a paixão, a libido
foram comprados e substituídos
pelo dinheiro?

Nós transformamos
tudo e todos em mercadoria?
E ao mercantiliza-los,
tornamos nós um objeto
a ser leiloado?

Será!?
Será que não conseguimos
perceber os males gigantescos,
existentes bem a frente de nosso nariz,
trazidos pela atual forma de sociabilidade
para o planeta e para cada indivíduo?

Será não!
Não será!

Nós estamos vivendo
em um mundo doente
que tende a nos adoecer,
e é por nós acamados.

Mas, enquanto o doente
ainda respira
há esperança.

E há aqueles que se encantam
com o canto dos pássaros,
por isso lutam para não serem extintos.

Há os que se embebedam
com o perfume das flores
e trabalham para a preservação
do meio ambiente.

O sorriso da criança
ainda nos traz felicidade.
E nos obriga a batalhar
a fim de que elas não chorem mais
de fome, maus tratos, abandono.

O amor rompe as barreiras
da classe social,
da cor da pele,
da etnia e religião.

E há você,
cidadão planetário!
Que tenta superar
as determinações culturais.
E consegue sonhar
e procura fazê-los realidade.

E ainda é possível ouvir
o apelo do poeta nesta canção:
“Sonho que se sonha só.
É só um sonho que se sonha só.
Mas sonho que se sonha junto é realidade”.