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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ódio 2

Wilson Horvath


Se o ódio é tão odiado
porque a humanidade
insiste em odiar?

Não há um sequer
que quer ser odiado
e não odeia o alheio ódio.

Mas quem
está disposto
a não odiar?

Qual o bem,
o ódio
traz consigo?

Se o ódio
só gera mais ódio.
Tanto nos que odeiam
como nos odiados.

O chicote de quem odeia
estará sempre estralando,
nas mãos do odiado,
fazendo dele um novo ser de ódio
em busca de quem odiar?

E se o amor
do ódio odiar?
Então, o ódio triunfará?
E o amor será odiado?

Não é possível
odiar o nosso ódio?
E do ódio
se libertar?

Odiemos o ódio,
que nos faz odiar.
E talvez, o amor

Ódio

Wilson Horvath

Ódio incontrolável
pulsando pelas veias.
Líder supremo
da razão e emoção.

Ódio contido,
sufocado!
Alimentado com a repressão
 pelo mais forte.

Quer vingar,
extravasar,
destruir.

Sempre à espreita,
procurando as brechas
do superego,
e da moral.

Ele sairá...
ou de cara limpa,
nu e cru.

Ou revestido do amor religioso;
dos bons costumes;
do ardor reacionário.

Mas sairá...!
E fará alguém sofrer,
o que padeceu.

Sempre haverá
uma mulher
para apedrejar.

Pode chamá-la
de puta, bruxa,
bicha, maconheira,
comunista.

Não importa a titulação,
só interessa
o prazer da explosão.

Ódio, ódio, ódio!
Até quando
será só ódio?

Quem romperá
o círculo destrutível?
Quem jogará
a primeira ROSA?