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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Carpe Diem – Tempus Fugit

“Carpe Diem” (Colha o dia; Aproveite o dia), pois “Tempus Fugit” (O Tempo Foge). Estas duas expressões latinas levam-nos a refletir sobre nossa breve existência neste mundo.
Para tal, precisamos fazer algumas perguntas que estão fora de moda, tais como: “Qual o Sentido de Minha Vida?”, “O que é a Felicidade? É possível alcançá-la?” “Pra que Viver e Morrer?”, “O porquê de tanto sofrimento?”
E para responder estas e outras indagações, temos que ter em mente algo muito óbvio, e por isto mesmo, muito difícil de ser compreendido: “Nós só temos UMA VIDA! e é Nela que temos que realizar como seres humanos!”
Não estamos negando uma ou várias vidas pós-morte, só não queremos deixar que esta reflexão de suma importância se perca na “fuga da realidade!”, pois se isto ocorrer, a religião (crença escatológica) se tornará o ópio do povo (Marx).
Para contextualizar nossa reflexão, debruçaremos no genérico e resumido homem pós-moderno. Sua vida consiste basicamente em: “Acordar cedo, trabalhar e trabalhar, tomar umas cervejas no fim da tarde com os amigos, onde seus assuntos serão basicamente: sexo, futebol, sexo, carro, sexo, crise mundial (assunto recente, e é claro, refletido apenas pelo medo de perder o emprego), sexo, manchete sensacionalista, sexo...; depois da cerveja e de tanta fantasia compartilhada, ele vai para casa, onde briga com a esposa, assiste TV e male-male conversa com os filhos (se os ver). E... vai dormir sem sexo (mas, não faz mal, afinal, sua necessidade diária fora suprida no bar e nos vídeos pornôs recebidos via internet!).
Infelizmente, não posso fazer uma generalização da mulher pós-moderna, por não fazer parte do “universo feminino” e por ser homem (macho, man!). A única coisa que posso dizer é que a mulher, depois da revolução feminista, está mais atarefada. Ela, além dos cuidados com a casa e filhos, tem duas ou três jornadas de trabalho a mais.
Os exemplos acima são caricaturas, por isto, não refletem o ser de muitos, mas a maioria das pessoas, de alguma forma, está exemplificada neles.

Mestre Sócrates


Sócrates vivia nas praças e feiras da Grécia Antiga, dialogando e filosofando com as pessoas. Sua principal ferramenta filosófica era o questionamento. Assim, Sócrates perguntava de tudo; todas as “verdades” eram questionadas pelo filosofo. Resultado: Mataram Sócrates!
Nós também evitamos as perguntas, temos respostas prontas para tudo e para todos. Mas, dificilmente, questionamos as nossas verdades. A pergunta desmancha tudo o que é supostamente solido.

Ex.: Um homem de setenta anos – sentado na varanda de sua casa, vendo seus netos brincar em volta da piscina que ele construíra com o suor de seu rosto – mergulha em suas lembranças e recorda do grande amor de sua vida: Seu melhor amigo, parceiro de infância para o que “der e vier”.
Então, o ancião se pergunta o porquê que ambos não ficaram juntos; pergunta se valeu a pena viver; de ter casado, etc.
Para suportar a dor, o velho abandona seus pensamentos por hora e grita para a mulher trazer-lhe um copo de aguardente.

Como o exemplo acima, a sociedade num todo afugenta as perguntas e questionamentos.
Desde a infância as crianças são treinadas a dar respostas e são reprimidas de perguntar (as crianças são “perguntadoras” naturais!).
Se perguntássemos mais não existiriam fome e guerras no mundo; marido e esposa viveriam o amor verdadeiro; os homossexuais participariam normalmente da sociedade, não precisariam reprimir seus instintos e seriam mais felizes; a natureza não seria destruída e não sofreríamos com o aquecimento global.

Colhendo o Dia, pois o Tempo está fugindo!!

Eu vou morrer! Que afirmação bombástica! Mas, não precisa ficar com pena de mim, afinal você também vai... Eu não sei se vou morrer antes de terminar este texto ou daqui cem anos... só sei que morrerei.
Como eu não sei o dia e a hora de minha partida, hoje é simultaneamente o primeiro e o último dia do resto de minha vida! Logo, hoje tem que ser um dia especial, um dia de conquistas e despedidas.
Surge uma nova pergunta:

Como eu quero viver este último dia de minha vida?

Para responder, eu tenho que fazer muitas outras perguntas.
1ª O que é o dinheiro e qual é a sua relação comigo?
O dinheiro é um monte de papel, assim, no dia de minha morte, eu não o quero em meu bolso! Mas, quero deixar um pouco para meus filhos, quantia suficiente para ajudá-los a comer, beber, vestir, habitar, estudar, etc. Também quero outra quantia suficiente para estar com o amor de minha vida e para receber meus amigos em casa.
Na verdade, eu queria viver em um mundo que não precisasse de dinheiro, que as necessidades humanas fossem supridas sem o intermédio do capital.

2ª Com quem eu queria estar?
A primeira pessoa que queria ao meu lado é a mulher que eu amo, queria que meu último dia fosse amoroso e prazeroso. Eu pediria desculpas por todos os meus erros e procuraria não magoá-la, tentaria sem muito sucesso, pois sou falho, ser um excelente amante.
Queria conversar, abraçar e beijar meus filhos, aconselhá-los e aprender com eles a beleza da vida!
Também, gostaria de estar com meus verdadeiros amigos e familiares. Lembraríamos e riríamos do passado, conversaríamos coisas agradáveis, comeríamos um bom churrasco e tomaríamos um bom vinho, acompanhado de algumas cervejas.

3ª O que queria fazer?
Eu queria dar minha última aula, seria uma excelente aula, todos se lembrariam dela com muito prazer.
O tema da aula seria sobre o Sentido da Vida, discutiríamos sobre o amor, os problemas sociais, fé, etc.
Esta aula ajudaria meus alunos na busca da realização de seu Ser!

4ª O que queria conhecer?
Estudaria um pouco mais, antes de morrer, queria fechar os olhos e sorrir por ter encontrado a Verdade.

5ª Qual contribuição queria deixar para Polis?
Eu ajudaria todos aqueles que estão ao meu redor, tanto financeiramente como espiritual e afetivamente.
Depois, participaria de uma assembléia popular, onde decidiríamos sobre os melhores caminhos para a vida no planeta.

Se já fugiu...

Acredito que viver assim todos os dias é “colherei o dia”. Esta é a felicidade. E é para viver assim que se justifica toda a luta e sofrimento.