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domingo, 24 de junho de 2012

Diferença entre Filosofia e o Senso Comum


Wilson Horvath


O amor pela sabedoria, que caracteriza o filósofo, o faz investigar o mundo que o cerca e desta investigação pode nascer novas explicações sobre a realidade. E, muitas vezes, essas explicações se chocam contra o que a maioria das pessoas pensa.
Em geral, as pessoas acreditam ser verdadeiro aquilo que foi transmitido a elas por pessoas que elas julgam ser importantes para sua vida, tais como: família, amigos, professores, patrões e superiores no trabalho, personagens da TV, entre outros.
Esse conhecimento transmitido e geralmente aceito é denominado como: Senso Comum. O senso comum ajuda as pessoas realizarem tarefas cotidianas, por exemplo: um filho aprende com sua mãe o modo como ela faz comida, depois ele vai morar longe a fim de estudar e, vez por outra, ele faz o almoço.
O que permitirá ao jovem estudante não deixar o arroz cru e o bife queimar é o senso comum, ou seja, os conhecimentos que ele adquiriu junto de sua mãe. E ela aprendeu com a sua avó, que por sua vez, aprendeu com sua bisavó...
Nós, daí, podemos concluir que o senso comum é de importância vital para a nossa vida, pois se não fosse ele, morreríamos de fome, mas não só, sem ele, nós não conseguiríamos nem atravessar a rua, seriamos até incapazes de escovar os dentes e tomar banho.
Mas a mãe do jovem rapaz não apenas o ensinou a fazer comida, ela ensinou várias coisas. Imaginemos que enquanto ela explicava sobre o tanto de água que deveria por no arroz para não deixá-lo cru nem grudento, a televisão estava ligada e passava uma reportagem sobre a greve nas universidades públicas. E nesta reportagem, os alunos que manifestavam eram caracterizados, pela mídia, como vândalos e outros adjetivos negativos. Então, a mãe pede ao filho para que ele não participasse destas manifestações. E o filho concorda.
Neste caso, o filho aprendeu, ao mesmo tempo, dois conhecimentos oriundos do senso comum, a forma como fazer o arroz e que aqueles alunos que participam das greves não são pessoas boas.
O jovem, porém, ao estar estudando na faculdade, percebe que a Universidade apresenta várias falhas e que as reivindicações dos estudantes são coerentes. Logo, a maneira como os meios de comunicação os apresentavam estava errado. Então, ele começa a questionar as recomendações de sua mãe, essas oriundas do senso comum. E adere a causa dos estudantes.
Para superar o conhecido do senso comum ele precisou questionar alguns dos conhecimentos aprendidos. E, ao questionar, ele assumiu uma atitude filosófica diante de um problema, ou seja, ele não aceitou o dado por seu grupo e buscou novos conhecimentos.
Nós, diante deste relato, podemos diferenciar o conhecimento oriundo do senso comum do conhecimento filosófico. O senso comum se transmite naturalmente, nós o aprendemos sem muita reflexão e o adquirimos a fim de garantir a nossa sobrevivência, seja para continuarmos vivos, seja para permanecermos em um emprego. E o conhecimento filosófico se dá por meio do questionamento e da refutação das verdades, ou de algumas delas, aprendidas.

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